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Escrito por José Laércio do Egito
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Ter, 23 de Junho de 2009 15:06 |
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"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima" A Tábua das Esmeraldas
Os antigos egípcios tinham a mais elevada veneração por Thoth, que para eles era o Deus criador desde que trouxera para a Terra o uso da escrita hieroglífica, da alquimia, da matemática, da arquitetura, da medicina, da magia, enfim a base de todas as ciências que levaram os egípcios a um altíssimo nível de conhecimento.
Segundo Platão foi Hermes (Thoth) o pai da geometria, revelador do uso dos números, da geometria, astronomia e as letras. Deixou mais de dois mil livros escritos[1], quase todos destruídos quando do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Thoth compreendia todos os mistérios da mente humana, pelo que há no "Livro dos Mortos" do Egito ele representa o advogado da humanidade. Em muitas pinturas é representado Anúbis ao lado da balança na qual era pesada a alma do morto ante o tribunal do julgamento, onde ele aparece diante da balança na qual era pesado o coração do morto. De um lado, num dos pratos da balança, era posto uma pena simbolizando a verdade, e do outro lado o Ab simbolizando o coração do morto. Cabia a Thot examinar a mente e determinar a dignidade do morto. No grande tribunal está Thot de pé diante da balança do julgamento dos homens penetrando na mente para julgar os sentimentos e propósitos. O escriba que nas gravuras está representado na presença de Osíris diante do julgamento das almas. Egípcios antigos acreditavam que antes do morto entrar no Além, primeiramente o coração dele deveria ser pesado na presença de Osíris. No mínimo o coração do morto deveria ter o peso de uma pena. O escriba Thot anotava criteriosamente o resultado de cada julgamento, assinalando se aquele que estava sendo pesado havia ou não se conduzido bem, se tivera uma vida digna e honrada. Por isto os egípcios diziam que Thot era o escriba confidencial do deus Osíris, o secretário de todos os deuses e fora ele quem trouxera para a Terra, entre inúmeras outras coisas, a música, assim como a instituição de um calendário anual constante de 365 dias, semelhante ao que somente muito depois foi oficializado e é utilizado na atualidade. |
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Escrito por José Laércio do Egito
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Ter, 23 de Junho de 2009 15:58 |
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O Hermes da Mitologia Grega " Basta apenas mudares teu olhar e encontrarás um mundo sempre novo ". Walter da Rosa Borges
Nesta palestra, no que diz respeito a Hermes, em parte vamos transcrever um estudo sobre Mitologia Grega feito pelo Dr. Carlos Lima Melo eminente homeopata brasileiro. Nosso propósito é mostrar que Hermes - grego - de forma alguma corresponde ao Thoth do Antigo Egito, que muitos acreditam tratarem-se de uma mesma pessoa. Como já dissemos em outras palestras quando os gregos chegaram ao Egito tomaram conhecimento da existência de um ser excepcional, considerado um deus, aquele que mais trouxe conhecimentos para aquele antigo povo e responsável por quase todos os conhecimentos que se fizeram presentes naquela antiga civilização. Os gregos associaram certos poderes de Thot a poderes que na Grécia eram imputados a Hermes, e assim acabaram considerando as duas personagens como sendo a mesma. Na verdade tratam-se de seres totalmente diferentes. De inicio pode-se por em jogo a existência de Hermes, desde que este faz parte da mitologia, e como tal pode não ser mais que um simples mito. Enquanto isto Thot realmente viveu no Egito, e antes viveu na Atlântida com o nome de Ken ou Kan onde era considerado um Mestre. Ante já havia sido mestre na Lemúria o que lhe confere o títulos de trismegisto - três vezes mestre [1]. |
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Escrito por José Laércio do Egito
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Ter, 06 de Julho de 2010 15:25 |
Os Escritos É muito importante se ter conhecimento da origem do estudo de muitas religiões, especialmente sobre a origem delas, pois muitos acreditam que aquilo ensinado foi da própria terra, mas talvez a maioria delas veio de outras culturas fora da terra, em especial de alguns planetas ee especialmente de Síriu. A sociedade deste planeta trouxe seus costumes para a terra e aqui assumiram seres do espaço vindo de fora mas impuseram seus costumes e seus deuses. Existem vários temas em nosso Site tatando sobre esse assunto
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Escrito por José Laércio do Egito
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Ter, 18 de Maio de 2010 15:18 |
TEMOR A DEUS Temor a Deus é uma expressão presente na quase totalidade das religiões, mas, como veremos nessa palestra, trata-se de um conceito dualístico e não monístico. Todas as doutrinas oriundas da religião hebraica mencionam o temor a Deus, do evitar a “fúria de Deus”, “castigo divino” e coisas assim, especialmente, na época atual, as religiões evangélicas é do que mais falam. Essas, embora afirmem a existência de Deus como um Ser de bondade, ainda assim dizem que se deve temê-lo. Mas, como entender que se deva temer a um Deus de infinita bondade? Um Deus de pleno amor e compreensão jamais puniria, e menos ainda teria ira, como muitas vezes esse atributo é mencionado na Bíblia com referência a Deus. Os Hebreus e Israelitas falavam da ira de Deus e coisas assim. Mesmo Jesus mostrou em alguns momentos que Deus não era unicamente amor, do contrário quando da crucificação Ele não teria dito referindo-se aos que o crucificavam: “Pai perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem”... Assim vemos que o Pai a Quem se referia Jesus tinha duas faces a do não perdão e a do perdão. Se nos reportarmos ao dualismo perceberemos a admissão de dois seres distintos, um ser - satanás - senhor do mal e das trevas e o seu oposto - Deus - um Ser de puro amor, de compreensão e de infinita bondade; portanto a existência de dois seres distintos e opostos. Se assim fosse por que temer Deus de bondade, de compreensão de perdão e de amor infinito? Dever-se-ia temer o Seu oposto, satanás, por ser a fonte do mal, e não temer a Deus. Na realidade são as religiões dualísticas quem mais mencionam o lado rancoroso de Deus, falam da ira de Deus e de coisas assim. Pelo dualismo a pessoa deve se aproximar de Deus pelo amor e afastar-se de satanás. Por se tratarem de dois seres distintos não cabe o não temer satanás e o temer a Deus. Temer a Deus é atribuir-Lhe qualidades que pertencem à outra força, e agindo-se assim está havendo uma inversão das qualidades próprias de cada um deles. Está-se buscando em um atributo que é inerente ao outro. Todas as religiões dualistas dizem que Deus é bondade, isto na verdade é coerente com a base filosófica aceita por elas, mas não há coerência quando diz que se deve temer a deus, que Ele tem ira e coisas assim, pois o ser com tais atributos é satanás. Em se tratando de um Deus de infinita bondade, mesmo o maior desrespeito não teria significado algum, pois se tratando da compreensão absoluta Ele entenderia aquele que não o respeitasse, que não obedecesse aos Seus ditames, à Sua Lei. Admitamos a existência de dois poderes separados, um pleno de bondade absoluta, de amor, e perdão; e outro dotado de sentimento de ira, e vingança. Segundo esse esquema jamais poderia ter havido o diluvio ordenado pelo Deus de bondade, pois as próprias escrituras falam que aquela catástrofe ocorreu para punir o povo pelos seus pecados, pelas desobediências, tratando-se da manifestação da ira de Deus. No dualismo não existe um Deus de bondade que seja dotado de ira, pois aquele que detém tal condição é o oposto, satanás. Este mesmo tipo de raciocínio pode ser aplicado à destruição de Sodoma e Gomorra, e a outros eventos, tais como aquelas guerras entre seres demoníacos e divinos citadas nos Livros Sagrados da Índia: Mahâbârata, no Râmâyana e do Bhagava-Gîtâ, constantes das doutrinas védicas. Segundo o dualismo todos aqueles eventos seriam entre forças satânicas sem quaisquer participações de Deus. O Bem Absoluto não condenaria qualquer tipo de ofensas, não ordenaria destituições e coisas assim. De conformidade com a visão dualística Deus criou o universo fora de Si e em tal universo surgiu o mal tendo como representante satanás. O mal, a vingança, punição, orgulho, ciúme, inveja e coisa assim são inerentes a satanás, enquanto que a Deus é inerente o perdão, a compreensão, em suma Luz, Paz e Amor. Pelo dualismo a pessoa ou está sob a égide de satanás ou a de Deus, Este sendo o Amor e a Bondade não deve ser temido, e sim o Seu oposto, satanás. Agora vamos analisar essa mesma problemática segundo a visão monística. Não existe mais que um Absoluto, e este genericamente é denominado Deus. Uma decorrência imediata disto é que não existe mais do que uma origem para tudo quanto há. Todas as coisas e condições são aspectos do Absoluto, portanto estão contidas Nele. Tudo quanto há trata-se da manifestação de um aspecto do próprio Deus. Uma conseqüência disso é que os opostos, tais como ira e amor; não compreensão e compreensão; vingança e perdão; orgulho e; ciúme e altruísmo; inveja e benevolência; orgulho e humildade; treva e Luz; guerra e Paz; ódio e Amor; e outras são condições potencialmente inerentes ao Absoluto, a Deus. Segundo o Monismo as qualidades mencionadas são potenciais do absoluto, de Deus. Tudo provém do Absoluto que contém tudo de forma neutra, que se manifesta de uma forma ou de outra quando se faz presente o Princípio da Polaridade, quando ocorre uma polarização. Do infinito potencial qualquer coisa pode ser evocada, pois como Absoluto nele tudo está contido. No Monismo vale o temor a Deus desde que, segundo a polarização, pode haver manifestação de um ou de outro oposto. A manifestação se efetiva de conformidade com a evocação. As atitudes, o modo de ser e de agir deve ser de forma a não invocar um lado que não lhe seda agradável. Já dissemos em ura palestra que existem múltiplas formas de evocação, nem sempre invocar significa pedir. Evocar é agir de forma a desencadear forças, quer isso seja através de palavras, pensamentos, símbolos, rituais, e mesmo forma de agir na vida. São inúmeros os meios que podem servir de invocação de um dos lados. Pelo Monismo é fácil se entender como Deus permitiu o dilúvio. Ele não fez uso de qualquer propósito, de qualquer intenção de vingança ou mesmo de reparação. Aquela força destruidora foi uma conseqüência dos atos do povo. Ela foi evocada pelo próprio agir do povo, da mesma forma como o comportamento dos habitantes de Sodoma e Gomorra provocaram a destruição deles. Coisas assim têm acontecido em um número inconcebível de vezes. Mesmo o agir do dia a dia é um constante processo de invocação. Tudo o que se faz na vida recebe-se de volta uma reação. Vale o principio físico que diz: “A toda ação corresponde uma reação...” Vale salientar que, de conformidade com o tipo de a ação a reação pode ser considerada boa, benéfica, divina, ou o inverso. Na linguagem bramânica pode-se considerar que o diluvio, a destruição de Sodoma e Gomorra e outros eventos na história da humanidade ocorreram como manifestação do lado “Shiva” de Brahman, ou seja, do lado satânico, e destrutivo. Segundo a forma de compreensão dualística, Deus é um Ser essencialmente bom no qual não existe sequer o potencial inverso. Assim sendo por que se deve temer a Deus desde que Nele não são de Sua natureza vinganças, punições, condenações, sacrifícios, iras, e coisas assim?! No Monismo há razão para se temer a Deus. Não se deve agir de conformidade com aquelas coisas que se convencionou considera-las contrárias a Ele e às Suas leis, desde que o agir de determinadas maneiras é um evocar, é um fazer uso de meios através dos quais é possível o desencadeamento de forças que podem ser consideradas indesejáveis em determinadas ocasiões. Dessa maneira é válido se ter respeito ao máximo, cuidado preciso para não contrariar certas leis que com certeza são passíveis de desencadear resultados que podem ser tidos como castigo divino. Eis, então, o que representa a ira de Deus, a manifestação de reações oriundas do próprio Absoluto, mas como decorrência da ação da própria pessoa. |
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Escrito por José Laércio do Egito
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Ter, 04 de Maio de 2010 15:39 |
TEMA 2.033
Recomendamos que inicialmente no estudo 1244 antes deste texto seja lido. em que muitos detalhes são escritos, além desta de nome 20.034. A quinta câmara no desenvolvimento tem inío a partir da nona câmara. O espírito na nona câmara tem a possibidade de ascender ou descer. Pode acender para o nível que alguma doutrina chamam de Trindade. Trata-se de um nível de mente ativa e bem elevado se comparado com os seres de tos os níveis até a nona câmara. Nessa linhagem expusemos em palestras anteriores já podemos falar um pouco sobre as três câmaras Herméticas Superiores Quando o ser cumpre a nona etapa ele pode ascender aos níveis Trinas ou também pode retornar aos níveis inferiores. Vamos reapresentar o tema que já publicamos A 10ª Câmara é um patamar a mais na senda da libertação, pois é conhecendo a verdade que o ser se torna livre. Não é apenas necessário saber a verdade, pressentir a verdade, é preciso conhecê-la, ou seja, vivenciá-la. A rigor somente podemos considerar câmaras individuais as compreendidas entre a quarta e a nona. A nona é a derradeira, na qual os seres continuam individualizados. Na criação havia 3 níveis superiores formando uma Trindade – Tríade Superior – a partir de onde a individuação se processou gerando os seres – espíritos – os quais foram gerados a partir da fragmentação de Osíris – Sophia -. Na Trindade os espíritos não estavam individualizados, nela só existiam: O Pai, Kristhos, e Sophia. Considerar isso é muito importante porque mostra que na ascensão o ser volta à origem – assim ensina o monismo – e sendo assim antes de chegar ao Um ele volta à Trindade. Uma Trindade é formada por três e não de miríades de seres, portanto voltar implica em se unificar. Trata-se de unificação – ficar um – e não de agregação (reunião de múltiplos). Pelo exposto chegamos à conclusão que a caminhada pessoal termina na Nona Câmara, a partir daí ocorre uma processo de unificação. Nas Câmaras Superiores não há individualidade, mas sim Trindade. Se a partir dela ocorre uma manifestação ela ocorre como uma projeção, que pode ou não assumir uma forma marcando uma individualidade. Se vier à terra não o faz como espírito, mas sim como uma luz que poderá assumir uma forma física aparente. Já afirmamos que a Trindade se comporta como uma única luz, comparemos à chama de três fósforos juntos que emitem uma só luz, mas os fósforos ainda podem ser separados. O espírito quando volta a trindade ele integra à mesma luz trina, mas pode se destacar ao descer, nesse caso reassume a condição de individualidade. Ao atingir a 10ª Câmara o ser se unifica com a Tríade Superior da “Árvore da Vida” como simbolicamente mostra o Tei Gi do Taoísmo; volta a se integrar com uma das “Três Pessoas da Santíssima Trindade Cristã” como Espírito Santo; ou da Trîmurtî védica como Shiva; ou como Binah, da Cabala. É o Príncipe que voltou – Mito da Pérola – ou a volta de Sophia. Ele ainda não tem o brilho da “Primeira Grande Luz” – Kether – pois é apenas uma das polaridades potenciais da Força Superior. No Tei Gi , antes da “queda” ele está representado pela parte escura, na Cabala por Binah; no Gnosticismo é Sophia ou o Demiurgo. Está unido com aquele aspecto finito e limitado inerente ao Mundo Imanente. Na Nona Câmara ele se une ao Deus pessoal enquanto que na 10ª se identifica com o Deus das religiões. Portanto, ele está unificado, mas ainda não plenamente. Também ainda não está cientificado no conceito das grandes religiões. Já dissemos que a Nona Câmara tem dupla saída, uma descendente, sujeita à força expansiva regida pelo movimento centrífugo; e outra ascendente, sujeita à força compressiva, unificadora regida pelo movimento centrípeto. A dupla saída indica que uma leva às câmaras inferiores e a outra conduz às câmaras superiores. Podemos considerar que a Nona Câmara tem duas entradas e também duas saídas. À uma se segue um corredor descendente em direção das câmaras inferiores, e à outra se segue um corredor ascendente que vai ter diante de dois portais. Pelo esquema da “Árvore da Vida” podemos entender que o ser ao sair da Nona Câmara – Tipheret – pode seguir em direção de qualquer sephirah, mais veja-se que além desse nível só existe a Tríade Superior. Como o Pai – Kether – é inatingível – Mito de Sophia – só há dois sephirot mais elevados que são Binah – 10ª Câmara, e Hokhma – condições mais elevadas compondo a Trindade. A Tradição diz que excepcionalmente o ser, a partir da Nona Câmara (Tipheret), pode ascender diretamente para Hokhma sem que necessariamente tenha que passar por Binah. Alguns estudiosos têm dificuldade de entender como isso ocorre, mas fica claro se for considerado que Hokhmah e Binah são apenas polaridades. Na realidade o ser que ascende da Nona Câmara é integrante da Tríade Superior que, de certo modo pode ser considerado realmente como Um, conforme já estudamos em um tema anterior concernente ao “Mistério dos números Um-Dois-Tres”. A missão escolhida é quem dita se na Tríade Superior o ser vai agir como Binah ou como Hokhmah. Normalmente ao sair pelo portal ascendente o ser direciona-se para a 10ª Câmara representada por Binah, mas este é um nível do qual ainda está sujeito a cair e voltar ao ciclo de encarnações. De uma chama trina, uma luz (fósforo) pode se separar, mas não por uma imposição cármica. Ele nessa fase não é obrigado a voltar – reencarnar – mas é passível de descer – a luz trina - se separar como aconteceu com Sophia. Por outro lado, ele pode ascender para Hokhmah e neste caso não mais voltar a integrar a roda das encarnações. Deste nível o ser não mais pode cair e voltar através de encarnações biológicas. Tudo isto acontece porque os que ainda estão dentro do Mundo Imanente são “prisioneiros da mente” em cuja natureza consta o “querer”. Enquanto existir mente ativa existirá o querer e este pode levar a um sem número de quedas. Dissemos que a ausência de culpa leva o ser até a Nona Câmara, mas não é a ausência de culpa quem indica a libertação do Mundo Imanente. A ausência de culpa pode ser atingida pela não violação dos códigos aceitos, mas nesse processo têm que ser levados em conta outros fatores, entre eles o apego, e a saudade. Na 10ª Câmara o ser está livre do jugo das reencarnações, o mesmo acontecendo na Nona Câmara, mas desta o ser ainda pode voltar ao ciclo de reencarnações se ele assim quiser. Podemos indagar o porquê do ser estando “acomodado” na Nona Câmara, no paraíso, inexoravelmente tende a abandonar esta câmara. Existem algumas razões para que isto aconteça. De uma delas já falamos em palestra anterior, é o tédio e o outro é o apego. A melhor condição que se possa imaginar pela ação do tempo vai se esvaziando e acaba transformando o paraíso em inferno. Podemos ver isto analisando o porquê no mito bíblico. Adão e Eva perderam o paraíso [1] assim diz aquele Livro considerado sagrado. Porque eles vivendo no Paraíso deram ouvidos à serpente? Não é fácil se entender um paraíso em que faltasse algo. Basta essa condição para se entender que o paraíso bíblico seria uma condição incompleta, um estado de acomodação, algo como a Nona Câmara. Pela descrição bíblica se pode entender que Éden não mais satisfazia à Eva plenamente. O mesmo acontece no mito de Sophia, porque ela quis sair em busca do Pai; mito o gnóstico, porque o Demiurgo desobedeceu no tocante à criação dos espíritos; porque o Príncipe deixou a casa do Pai e foi em busca da pérola; porque os seres mergulharam no lago – O Mito do Lago. A Casa do Pai, o Éden gera o tédio que é aquilo que impulsiona o ser em busca de mudanças. Binah (= Sophia = Demiurgo = Eva = Exploradores do Lago) está dentro do mundo imanente onde se faz presente a ação dos Princípios Herméticos, entre eles o tempo linear causador do tédio. [2] Uma outra razão que faz com que o ser abandone a Nona Câmara. É o Princípio do Movimento. Coisa alguma permanece parada dentro da imanência, assim sendo o ser não consegue ficar “acomodado” eternamente num só lugar, mesmo que este signifique o paraíso. Qualquer lugar, ou condição, diante do tempo linear se torna insuportável. Seja qual for o lugar, ou condição dentro da Imanência, com mais ou menos tempo se faz sentir o impulso que leva o ser a abandonar aquela condição e a prosseguir. Ele sente que deve sair de lá, e como já vivenciou as câmaras inferiores tenderá mais a escolher o portal que o direciona pelo caminho ascendente, que o faz avançar em direção às câmaras superiores. Existem mais fatores que contribuem para o ser abandonar a Nona Câmara. Um deles é o sentir não estar liberto, isto faz com que ele queira voltar aos níveis inferiores a fim de aprender, de se cientificar de situações ante as quais não tirou bastante conhecimento. Embora se sinta em “estado de beatitude”, ainda assim ele não se sente em União com Deus e isto o faz prosseguir – ascender – ou o apego – descer. Quando ele procura entender mais e melhor, quando busca a verdade e conclui que está no “céu”, mas apenas porque não ter culpa de haver violado os códigos aceitos, mas que mesmo assim ainda está sob jugo. Sente-se puro por não ter qualquer conflito, mas entende que ignora inúmeras condições, portanto que ainda não está cientificado plenamente. Por outro lado, o número de fatores que fazem com que ele não ascenda é muito maior do que os que o impulsionam para cima. Antes de chegar à Nona Câmara o ser geralmente não compreende o jugo dos códigos o que dificulta o viver sem eles, e menos ainda o apego. Os códigos continuam existindo na Nona Câmara, apenas eles estão inativados, mas não eliminados. Ao perceber isto, mesmo que ainda não se veja livre dos códigos, o ser já começa a compreender as armadilhas que tanto dificultaram o seu desenvolvimento espiritual impedindo-lhe a libertação. Isto também atua como força impulsiva para o prosseguimento da caminhada em busca da cientificação. Isso é contrabalançado pelo apego, pela saudade do mundo dialético. Quando o ser apercebe-se que não é apenas o estado de não infringência de códigos e sim o de existir sem eles e sem apegos – tanto àquilo que chamam de negativo quanto o de positivo – o que realmente promove a libertação, então ele está preste a deixar a nona câmara.[3], mesmo que ainda não vivencie o estado do existir sem a potencialidade deles. A partir desse ponto o ser se “movimenta” em direção a um nível mais elevado de compreensão que o conduz à câmara seguinte, a “Décima Câmara”, que na “Árvore da Vida” corresponde a Binah. Ao atingir a 10ª Câmara o título deixa de ser “Peregrino da Senda” e vem a ser “Portador da Luz” [4]. Este termo advém do fato de que até chegar à Nona Câmara o ser “peregrinava” encarnação pós-encarnação em busca da purificação, tateava nas trevas preso a códigos e mais códigos. Ao deixar a Nona Câmara ele já chegou à pureza pelo que não tem mais que peregrinar de encarnação em encarnação, se quiser simplesmente pode seguir o “Caminho da Luz”. Ao mesmo tempo sua missão é levar a Luz para os demais seres, pois já atingiu o patamar indicativo de um nível de consciência bem mais claro e isto equivale a um “Caminhar na Luz”.[5] No Portal da 10ª Câmara do Templo da Esfinge há como símbolo, um triângulo duplo – estrela de David. Um dos dois triângulos é de vértice inferior e o outro de vértice superior. Este é indicativo de que ali o ser já integra a Trindade, já faz parte da Trindade, já está no Triângulo Superior da Árvore da Vida – vivenciando os dois mundos. Como dali ele está sujeito a descer há o triângulo com vértice inferior. Como triangulo com o vértice direcionado para cima ele está integrando a Tríade Superior, está de volta à Trindade onde “um dia” esteve. Essa volta está simbolicamente representada em muitas doutrinas, como por exemplo, na Estória do Rei Mante, na do “O Regresso do Filho Pródigo” (Bíblico); ou “O Regresso do Príncipe” do mito gnóstico denominado “O Conto da Pérola”; assim como em “O Mito de Sophia”. Chegando ao nível de Binah o ser percebe e recorda exatamente o ponto de onde partiu ao deixar a Trindade Superior. “Sofia” recorda de quando saiu da “Casa do Pai” na Tríade Superior e “mergulhou num oceano de espelhos”, como é narrado pelo gnosticismo; o Príncipe e o filho pródigo recorda da casa do pai. Na 10ª Câmara o ser se dá conta de que aquela câmara onde ele está é a “Câmara da Fragmentação” representada por Binah, o ponto a partir do qual tudo se esfacela. É a Mônada Fragmentária correspondente ao ponto onde houve a ruptura essencial originando o mundo das ilusões. Sente em si o dilema de Sophia mencionado pelos Cristãos Gnósticos dos primeiros séculos. Entende mais um dos sentidos do que disse Jesus a Nicodemos: “Há muitas moradas na casa do Pai”. Um dos sentidos que isto pode ser entendido é “Há muitas câmaras na senda do desenvolvimento espiritual”. O ser tem idéia clara de haver passado por algumas delas durante a sua peregrinação. Estamos usando exemplos atuais, mas no Antigo Egito isto era representado pelo Mito de Osíris. Osíris foi desfeito em pedaços e sua esposa e irmã Isis os juntou recompondo-o. Assim Isis (Hokhma - Isis) resgatou Osíris Em busca das partes de Osíris, Isis teve que descer ao mundo pelo dever de restituir a vida de seu Irmão-Esposo. No mito de Osíris consta que Isis resgatou todas as partes de Osíris menos os genitais, que um caranguejo havia comido. O simbolismo disto é que Osíris não mais poderia se reproduzir, mostrando que o ser na 10ª Câmara não é mais exatamente o mesmo de quando partiu, pois ele não se reproduz, ou seja, não tende mais a reproduzir o erro inicial de Sophia. Na 10ª Câmara o ser ainda não percebe, ou melhor, ainda não sente que é fruto da polarização de Deus, em ocupa o lado passivo da Natureza Divina. Pode até entender isto, mas na verdade não vivencia essa união. Não sente que ela resulta de uma polarização de algo Superior; Binah não percebe que é o outro pólo de Hokhmah. Na 10ª Câmara é onde o ser se cientifica do desdobramento de Binah, a partir donde vem a entender [6] e penetrar na razão de todos os sofrimentos. Antes vivenciou a problemática do mundo, sentindo todas as injunções sem entendê-las plenamente. Ele não mais indaga sobre o porquê do sofrimento, a partir de onde e do que ele entrou na creação. Vê e sente o nascimento da multiplicidade e a presença da Unicidade, começando por se sentir parte integrante da Consciência Cósmica, mas ainda não vivenciando tal integração. A 10ª e a 11ª Câmaras compõem uma polaridade, num dos pólos o aspecto Osíris e do outro Ísis, na Árvore da Vida representadas por Binah – 10ª câmara – e por Hokhmah – 11ª Câmara. A Tradição Cristã cita o nome de Lúcifer que quer dizer “Portador da Luz” como sendo um dos elementos da Trindade. Muitas pessoas, e mesmo grandes doutrinas têm dificuldade em explicar porque esse nome foi atribuído à polaridade negativa da natureza. Na verdade se trata de um “habitante” da 10ª Câmara. Já dissemos que desta câmara tanto é possível descer quanto ascender, tal como acontece na 9ª Câmara. A descida a partir da 10ª Câmara pode ser por ignorância, como aconteceu no inicio da creação, ou por sabedoria como acontece com o ser que assume o código de servir antes de ascender para a 11ª Câmara se dedicando aos que ainda habitam os planos inferiores. Sabendo e sentindo que todos os seres são fragmentos de si mesmo, que não está completo, que a unidade que existiu no princípio ainda está desfeita, então ele se prende ao código de tentar levar a luz até as partes de si para que possa ocorrer a integração primordial. A 10ª Câmara é o nível luciferino, que pode se apresentar sob dois aspectos: Um deles é considerado inferior, que representa a força satânica – Lúcifer – o portador da luz inferior, ou seja, Sophia, aquela que desceu por ignorância. O outro é o aspecto superior, o portador da Luz Superior, o ser que desce da 10ª Câmara com o intento de servir. Precisamente o que acontece com o ser que ao regressar, mesmo tendo conquistado o direito de adentrar o portal da 11ª Câmara prefere assumir a função de Portador da Luz, veiculo do desenvolvimento espiritual[7]. Neste caso é uma manifestação positiva de Lúcifer, o Portador da Luz Superior, da Luz Verdadeira clarear o caminho dos que ainda estão retidos nas câmaras inferiores. Na Décima Câmara o ser sabe que, na verdade, ele é uma expressão da Consciência Una, mas isto não indica que ele já vivencie este estado, o que equivaleria a haver se tornado um Ser Liberto. Nesse nível os momentos de insights sobre o estado de Unicidade são mais longos do que aqueles que ocorreram nas câmaras inferiores.
[1] O que a Bíblica descreve sobre Eva não é correto. O que está escrito na Bíblia sobre Eva não deve ser entendido como a primeira mulher que viveu na terra, mas sim a Sophia, a polaridade passiva da Tríade Superior. Eva bíblica representa [2] Para entender um pouco mais sobre a Nona Câmara, recomendamos o filme: MOR ALÉM DA VIDA. [3] Neste ponto queremos fazer uma observação. Uma pessoa pode entender que o não infringir códigos não é o mesmo que estar livre deles, mas isto não indica que ela já esteja na Nona Câmara do desenvolvimento espiritual. O desenvolvimento espiritual é marcado não pelo entender, mas pelo sentir; não pelo saber, mas pelo conhecer. Podemos saber do que significa a Nona Câmara, mas ainda não chegamos lá. Só o faremos quando houvermos dominado plenamente a arte de não infringir qualquer dos nossos códigos. Entendemos, mas não nos basta entender para indicar que atingimos o nível do viver sem infringências. O que estamos falando diz respeito ao simbolismo das câmaras, mas não a uma descrição baseada em vivências pessoais. [4] O Título desse grau varia, vezes é Portador da Luz, outras vezes Portador do Archote, outras vezes, Caminhante da Luz. O que vale é o sentido não a palavra propriamente, o que na realidade muda conforme a língua. [5] Estes termos estão em português, são diferentes nas demais línguas, mas em todas elas dão a mesma idéia. Na verdade nos ramos autênticos do Hermetismo as indicações basicamente são feitas por símbolos psíquicos. Trata-se de um sistema mais seguro e velar os “segredos”. Só percebe aquele que estiver no lugar de receber. Na quase totalidade das Organizações os graus são conferidos mediante critérios que podem envolver preferências, benesses especiais a determinadas pessoas. No Hermetismo isto diferente, não tem como alguém agraciar pessoas concedendo-lhe “graus” ou títulos que elas não estejam merecendo pelo seu esforço, pois eles provêm diretamente da Egrégora da Ordem que só é acessada por alguém que vibre no nível dela. [6] Mais que entende, ele sente, não apenas sabe, mas sim, ele já conhece por haver vivenciado. [7] Nessa missão ele atua como polaridade positiva que diz respeito ao ser da 11ª Câmara, age sob a égide da Força da Salvação, da Força Kristica. Veremos em detalhes no estudo da 11ª Câmara. |
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Escrito por José Laércio do Egito
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Seg, 19 de Abril de 1999 00:00 |
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OS SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS TRADICIONAIS “ TODO O UNIVERSO DEPENDE DE UM ÚNICO PRINCÍPIO, E ESSE PRINCÍPIO DEPENDE DO UM-ÚNICO. O PRINCIPIO ESTÁ EM MOVIMENTO A FIMDE TORNAR-SE PRINCIPIO, ENQUANTO QUE O UM,SOMENTE, PERMANECE IMÓVEL E ESTÁVEL”.
1 9 9 9 - 3 3 5 2 T E M A 0. 3 3 4 Desde antiqüíssima época, os estudiosos das verdades ocultas têm se dedicado ao estudo dos ensinamentos de Hermes – Thoth. A fim de que possamos ter idéia precisa a respeito dos Princípios Herméticos é preciso primeiro se ter uma compreensão melhor a respeito de Thoth, e assim poder saber exatamente sobre aquele cognominado de “Trismegisto”. Na Grécia Antiga, Hermes era conhecido como um dos deuses, filho de Zeus e Maia.Diz J. P. Vermant: “Embora habitasse na terra, ele representava no espaço e no mundo humano, o movimento, a passagem, a mudança de estado, as transmissões, os contactos entre elementos estrangeiros” Ele construiu a primeira lira com o casco de uma tartaruga e já com um ano de idade inventou a flauta”. Diz a mitologia grega que Hermes, ainda quando criança, certa vez, roubou os bois do deus Apolo, que descobrindo o autor do roubo, o levou à presença de Zeus para ser punido. Ao chegar à presença de Zeus, Hermes começou a tocar a flauta, distraindo e divertindo os deuses e aplacando a fúria de Apolo. Hermes, então, ofertou a flauta a Apolo que em troca lhe deu o Caduceu de ouro – bastão mágico em torno do qual estão enroladas duas serpentes e que até hoje ainda são o símbolo da Medicina – e ensinou-lhe o domínio da arte da adivinhação. Zeus vendo a esperteza daquela criança, um dos seus filhos entre milhares de outros, o escolheu para mensageiro entre os deuses, entre eles e os homens, entre o céu e a terra, e assim sendo, ocupar todas as funções assumidas como arauto da sociedade grega. Zeus deu-lhe, então um gorro e um par de sandálias aladas. (O símbolo de Hermes da Mitologia Grega é um par de sandálias aladas.). Dizia-se na Grécia que Hermes deslizava pela noite e penetrava pelas fechaduras como um nevoeiro. Cruzava todas as encruzilhadas e estradas, abria todas as passagens, descobria todos os caminhos. Por tais qualidades ele ocupava a função de mensageiro dos deuses, pois era quem representava o espaço como lugar de movimentos. Orientava os pastores a conduzirem os rebanhos com segurança os quais ele multiplicava. Era considerado guia dos heróis e aventureiros e dos viajantes perdidos. Zeus, um libertino sedutor, desejava conquistar uma jovem, e Hera, a sua esposa ciumenta incumbiu Argos, um gigante que tinha cem olhos e nunca dormia, de permanentemente vigiar a jovem para que Zeus não a conquistasse. Então Zeus pediu o auxílio de Hermes para raptar a jovem. Hermes tocou suavemente a sua flauta, o gigante Argos adormeceu e a jovem foi raptada. Desde então Hermes passou a ser considerado o patrono dos ladrões, e o mediador dos assuntos amorosos. Era Hermes quem preparava o fogo sagrado cujas chamas faziam subir aos deuses, as oferendas. Participava dos julgamentos como testemunha dos acordos e juramentos. Dominava a arte das palavras e por isso inspirava às pessoas a empregá-las nas formas corretas de persuasão a fim de que elas tivessem força de convencimento. Por isso foi considerado o patrono dos oradores. Mas, não foi apenas os bois de Apolo que ele roubou; em verdade roubou algo de muito valor de outro deus, como por exemplo, o Tridente de Netuno. Muitas qualidades de Hermes, especialmente como mensageiro, condutor e conhecedor de todos os caminhos, tornam-no muito parecido com o deus romano Mercurius; por isso foram considerados como sendo um único deus. Há muitos pontos em comum entre as descrições da mitologia grega e da romana no que diz respeito a Hermes – Mercurius. HERMES TRISMEGISTO. Em decorrência de muitos pontos negativos na natureza do Hermes da Mitologia Grega é preciso que se conheçam esses pontos que estamos salientando. Na realidade os gregos associaram o Hermes de sua Mitologia com Thoth, deus do panteão egípcio. Como as civilizações ocidentais estão intimamente ligadas à Grécia, é natural que até nós, em vez do nome Thoth, haja chegado o de Hermes. Sem dúvida alguma os hermetistas sérios sabem e ensinam que um tanto daquilo que se diz de Hermes da mitologia grega, é um aspecto deformado das qualidades de Thoth, por isso, eles estabelecem diferenciações entre o Hermes da mitologia grega e Thoth do Panteão dos deuses do Antigo Egito, ao qual, agregando ao nome o termo “Trismegisto”, exatamente visando diferenciar os dois seres. Na verdade muitos aspectos atribuídos pelos gregos a Hermes são de Thoth, como resultado daquela astuciosa associação estabelecida no passado. Queremos revelar que, mais uma vez, a mão nefanda do “terceiro interesse” agiu intencionalmente procurando fazer passar Hermes por Thoth – um ser superior, o deus egípcio Thoth. Assim, mais uma vez, vemos uma expropriação de nomes, de lugares, e de doutrinas efetivadas pelo “terceiro interesse”. A cidade onde Thoth teve mais influência nos derradeiros séculos da civilização egípcia foi denominada de Hermópolis – cidade de Hermes – mas esse nome é grego e não egípcio. Hermes o “Três vezes grande”, o que nunca teve pai e nem mãe, por não ter corpo físico como diz a tradição, no conceito do povo se situava bem próximo da Divindade, aquele considerado pai da sabedoria antiga dos egípcios, dos livros religiosos. Quando a religião egípcia penetrou no quadro da cultura helenística, os gregos adotaram Thoth atribuindo-lhe toda a literatura, sobretudo no século I a.C. quando diversos tratados de Astrologia foram incorporados. Vários trechos fundamentais dos escritos herméticos foram apresentados como revelação divina, ou como mensagem secreta de um mestre aos iniciados, como ciência oculta, e não como resultado de pesquisa metódica. Assim, muitas obras, muitos tratados de Astrologia são de uma antiguidade fabulosa e tidos como sendo de origem divina, mas que já integravam os escritos de Thoth. Quase todos os tratados de Alquimia, de Medicina e de Magia clássicos têm como base os escritos de Thoth. Aos autênticos ensinamentos herméticos foi acrescentada uma tradição temperada de ocultismo mais moderno entre os séculos I e III d.C. tratados de Filosofia apresentados com diálogos entre Hermes e Asclépius e Poimandres. Assim, às obras filosóficas atribuídas a Hermes Trismegisto, convergiram muitas correntes de pensamentos. A partir do período de influência grega nos ensinamentos sagrados de Hermes Trismegisto, houve uma profunda modificação nas bases do Hermetismo autêntico quando foi deliberadamente alterado o sentido da segunda proposição, revertendo o verdadeiro sentido dos ensinamentos herméticos. O Hermetismo autêntico propugna um elevado desejo de união dos espíritos com Deus, tendo dois pontos básicos que definem dois aspectos da natureza do Universo. O primeiro diz ser o Universo um mundo de ordem e beleza, e que somente pela contemplação da admirável ordem reinante se pode atingir o Ordenador e juntar-se a Ele. O segundo diz que o mundo é mau, e a alma se torna impura ao cair nele; para reencontrar a pureza original ela deve percorrer as esferas até alcançar o Deus Supra-celeste, totalmente separado do mundo, do qual não foi o criador A partir dos gregos passou a existir um sentido perverso nessa afirmativa. A essa proposição foi dado um sentido contraditório capaz de reverter tudo quando diz: “... o Deus supraceleste, totalmente separado do mundo do qual não foi o criador”. Muitos falsos hermetistas, muitas pessoas incautas que se filiam a ramos herméticos inautênticos, acabam por concluir que existem dois creadores e que Deus é algo separado do próprio Universo. Alguns tratados herméticos destacam a necessidade da pessoa trilhar uma vida pura, separada das massas, separada moralmente dos não iniciados, mas, na verdade, o Hermetismo conceitua pureza de forma bem diferente daquela ditada pelas religiões. O Hermetismo não se constituiu propriamente uma seita; pois a ausência de sacramentos, a inexistência de clero, e de vários outros argumentos não permite vê-lo mais que uma atitude religiosa, embora, especialmente nos séculos II e III d.C, muitos sistemas ditos herméticos se apresentaram como seitas religiosas. No século XV houve uma crise naquelas instituições com a profunda crise do pensamento grego. Foi um período de grande confusão nos buscadores do hermetismo quando a Magia, a Alquimia e a Filosofia hermética exerceram sua maior influência sobre os homens do fim da Idade Média e do Renascimento. Isso foi mais uma decorrência do desconhecimento de que a verdadeira Ordem Hermética não se apresenta diretamente a quem quer que seja. Não se pode procurá-la, a pessoa que tiver o preciso merecimento algum dia inesperadamente é contatado por ela. Esse caráter oculto deu margem ao surgimento de uma multiplicidade de denominações herméticas inautênticas. Porém muitos grupos existem que, embora não representem a própria Ordem Hermética, mesmo assim são constituídas de pessoas interessadas nos estudos dos ensinamentos herméticos sagrados, e mesmo não sendo a ordem original, são válidas. Os ensinamentos do Hermetismo são de tal magnitude, algo tão importante no desenvolvimento dos espíritos, que as forças negativas do mundo tudo fazem para modificar, alterar, ou mesmo destruir os seus ensinamentos. Thoth, Deus egípcio do saber, era representado como uma íbis, ou um babuíno, ou ainda um homem com cabeça de babuíno. Considerado o Grão Vizir de Osíris; era o deus da Lua, portanto, patrono dos cálculos do tempo. Muitas organizações herméticas existiram e existem ainda, e certo número delas tem um valor positivo. Autodenominam-se “ordens”, ou “sociedade hermética”, mas que têm um objetivo válido que é o de estudar e praticar os princípios da ciência hermética. Por outro lado, a recíproca é verdadeira, também existiram e ainda existem muitas pseudo-ordens que se dizem herméticas, mas cujos objetivos reais são o desvirtuamento dos ensinos de Hermes, disseminando inverdades e falsos ensinamentos. Do imenso número de ensinamentos deixados diretamente por Hermes no Egito, a quase totalidade foi premeditadamente destruída, mas a autêntica ordem continua reensinando grande parte daquilo que foi destruído. Do que restou como escrito e que chegou até aos não iniciados, podem ser considerados a “TÁBUA DAS ESMERALDAS”, “O CABAILION” e “CORPUS HERMETICUM” e como obra mais recente o “PISTIS SOPHIA”. Os grupos de estudos herméticos essencialmente têm como base de estudo os chamados Sete Princípios de Hermes: OS SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS 1 - O PRINCÍPIO DO MENTALISMO. 2 - O PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA. 3 - O PRINCÍPIO DA VIBRAÇÃO. 4 - O PRINCÍPIO DA POLARIDADE 5 - O PRINCÍPIO DO RITMO. 6 - O PRINCÍPIO DE CAUSA E EFEITO. 7 - O PRINCÍPIO DO GÊNERO. Quando se examinam os 7 Princípios Herméticos logo se percebe que o mundo tal como se apresenta não poderia existir sem a ausência sequer de um deles, e também que existe uma total integração entre eles. Por exemplo, não pode existir vibração sem ritmo, nem polaridade sem gênero, e assim por diante. Em nosso trabalho, apresentado numa sucessão de centenas de palestras, temos estudado muitos aspectos dos sete princípios herméticos, em especial os princípios da vibração, da polaridade, e do mental. Ainda temos muito que estudar sobre os mencionados princípios e mais ainda sobre os demais, assim como mostrar alguns ângulos que não têm sido observados pelos estudiosos do hermetismo. De início queremos dizer que na realidade existem outros princípios alem dos sete mencionados, mas que não são via de regra, citados em livros. São princípios que cabem ser descoberto diretamente pelo discípulo. O Nono Princípio, como veremos oportunamente, é algo inefável quanto a sua natureza, mas que, mesmo assim, pode facilmente ser percebido em todos os lugares e em todos os momentos. Sua natureza é impossível de ser descrita com palavras faladas ou escritas. É algo inefável e o inefável é indescritível. Vale para ele o axioma hermético: “Os Lábios Da Sabedoria Estão Fechados, Exceto Para Os Ouvidos Do Entendimento”. O Nono Princípio é aquele ao qual mais diretamente esse axioma se refere, pois quem sabe não diz e quem diz não sabe. O que pode ser dito a respeito dele é como um véu diáfano, algo que pode ser dito, até mesmo definido, mas cuja natureza é incognoscível. Em tudo o que existe no Universo, portanto dentro da creação, sempre estão presentes os Princípios Herméticos, por isso se em algum tipo de manifestação eles estiverem ausentes, por certo, se trata de uma FACE DO PODER SUPERIOR, uma manifestação direta DELE. Já mostramos que seja qual for à manifestação integrante do Universo sempre está presente a Vibração. Tudo o que existe criado, com certeza, nada mais é do que o resultado de uma vibração. A creação constituiu-se pela vibração do “Nada Quântico”, ou como denominado pelos egípcios MA – Princípio cósmico passivo – vibrando pela ação de RA – Princípio Cósmico Ativo – entra num estado de vibração e conforme a freqüência alguma coisa se manifesta. O princípio da vibração, não diremos que seja o mais importante de todos, mas sim que é aquele que mais diretamente está ligado à gênese das coisas materiais. Algo só se manifesta pela vibração, se não vibrar é o mesmo que o Nada Imanifesto, por isso vibração, em essência, é uma manifestação direta do Poder Superior. Tudo no Universo vibra, portanto algo que não vibra não é um componente do mundo creado, manifestação imanente, mas sim do increado, do Imanifesto, do Transcendente. A vibração é fruto da natureza descontinua do Universo. A creação é fragmentária, o Universo é “granular”, por assim dizer. Para que o Universo possa existir ele tem que se apresentar como se fosse fragmentário, como uma descontinuidade limitada dentro de uma continuidade ilimitada – Continuum. Pensemos num incremento de vibração. Por mais alta que seja uma vibração ainda é possível aumentá-la seguidamente. Sempre se pode somar um valor mais elevado a uma freqüência vibratória e isso tende ao infinito. Teoricamente somente quando se atinge a continuidade – continuum – é que não mais se pode adicionar um valor a uma determinada vibração. Também se pode fazer o inverso, diminuir a vibração; sempre será possível diminuí-la mais um pouco a não ser quando se atinge o limite da continuidade.Somente no infinito, isto é, quando atingir o continuum é que não mais será possível diminuir ou aumentar uma vibração. Com esse exercício mental pode-se perceber que os extremos da vibração repousam no Infinito, portanto nos extremos está o Poder Superior, por isso a creação pode ser considerada como um aspecto do próprio Deus. A vibração pode ser representada pelo “efeito dominó”, (uma sucessão de peças do jogo dominó colocadas “de pé” uma em frente da outra) em que se derrubando a primeira peça, essa passa a derrubar a seguinte sucessivamente ocorrendo uma onda de quedas. Assim acontece com tudo na creação, há uma descontinuidade entre as coisas e o passar algo de um para outro elemento é o que produz a vibração; também o ritmo, a necessidade de espaço, e o que é mais significativo, exige a cronologia, ou seja, um fluir do tempo que na realidade resulta daquele passar a informação até o limite de um elemento para o seguinte. O principio da vibração é importante, pois que somente pela vibração pode-se transformar uma coisa em outra. Mudando-se a vibração uma coisa se converte em outra, constituindo-se isso uma Alquimia que pode ser material ou mental. Pela vibração é possível converter uma coisa em outra, o que não acontece por meio da polarização, como veremos num tema futuro. Pelo Princípio da Polaridade não é possível transformar a natureza das coisas. Somente é possível alterar a intensidade, fazer algo passar de um pólo a outro. Mas, pelo Princípio da Vibração é possível transformar. Podemos transformar um efeito sonoro em efeito luminoso. Tudo dentro da creação pode ser transformado pela mudança de vibração. 
Essa expressão diz respeito aos interesses do lado negativo da natureza, conforme estudaremos posteriormente. Na verdade os autênticos ensinamentos herméticos não endossam nenhum desses dois sistemas, pois propugnam pela condição de um universo ilusório onde toda a creação é apenas um estado mental. |
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