| O MOVIMENTO E A EXPANSÃO |
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| Ter, 28 de Abril de 2009 15:58 | |||
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O MOVIMENTO E A EXPANSÃO “ TUDO É DEUS, TUDO É DEUS”! O MAIS SÃO NOMES”. Dissemos na palestra anterior que no universo tudo se move, coisa alguma está parada. De uma forma ou de outra, os elementos ou estão se afastando, se aproximando, ou orbitando, mas jamais imóveis. Mesmo se algo estivesse imóvel na realidade ele ainda estaria em movi-mento relativo, pois as outras coisas estariam se aproximando, se afastando, ou orbitando em relação a ele. Isto que ocorre no mundo físico tem sua correspondência no mundo individual no tocante ao desenvolvimento espiritual. Ou a pessoa está se afastando da sua origem, se afastando de Deus, ou está se aproximando, ou simplesmente orbitando – estacionário. Nisto as religiões têm um bom papel, o de tirar a pessoa do marasmo e fazer com ela sofra um impulso capaz de romper com a estagnação e direciona-la em certo sentido. Outro ponto importante que temos a considerar é que os três movimentos na realidade são um único, algo que se movimenta pode se apresentar sob três aspectos: movimento centri-fugo, isto é o movimento fugindo do centro (Centro - fuga), o oposto, movimento centrípeto (para o centro), e o orbital que nada mais é do que a atuação simultânea das duas condições anteriores. Zero movimento não é possível dentro do Universo, pois neste sempre existem referen-ciais. Mesmo na hipótese de que um corpo estivesse imóvel no universo os outros corpos estariam ou se aproximando ou se afastando dele, e sendo assim haveria o movimento relativo a ser considerado. Na realidade mesmo se um dos corpos estiver se movimento no sentido relativo ambos o estão, como diz a Teoria da Relatividade. Exemplifiquemos de uma maneira simples o que dissemos no parágrafo anterior. Pensemos numa criança brincando com um carrinho de plástico colocando-o sobre uma superfície em movimento, sobre uma roda girando, por exemplo. É a roda que está girando e não o carrinho, mas se houvesse alguém dentro deste não saberia se era a superfície sobre a qual estava, ou se as rodas do carrinho que estava se movimentando. As rodas do carrinho girariam dando a impressão de que ele se deslocava. Na realidade o carrinho se desloca em relação a qualquer ponto da roda, mas não em relação ao que estiver fora do sistema carrinho/superfície girante. Três são as conscientizações possíveis. Para alguém que estivesse sobre a roda quem estaria se deslocando seria a roda, para quem estivesse no carrinho seria este que estaria em deslocamento e somente para quem estivesse fora do sistema era dado saber quem estaria parado se o carrinho ou se a roda. Os Princípios Herméticos são inerentes a qualquer movimento por isso em qualquer movimento sempre há ritmo, polaridade, vibração, etc. Também com facilidade podemos ver que no movimento também se manifesta com mais clareza o Princípio da Polaridade, pois os dois movimentos mais evidentes ( aproximação e afastamento) na realidade são polaridades UM DOIS, pois são movimentos opostos. Um movimento é sempre o oposto do outro e só se tem consciência do movimento pela polarização. Um corpo em movimento sem qualquer referencial na realidade está parado, pois o movimento é sempre em ralação a alguma coisa. Assim, as cosias só estão em movimento porque em ralação a referenciais, tanto isto é verdade que um corpo dito em movimento pode ao mesmo tempo ter movimento centrifugo em ralação a um outro ( centrifugo) ou estar se aproximando de um outro ( centrípeto). Os dois movimentos citados são, portanto, polaridades de um único movimento, deslo-camento num sentido ou noutro. Sabe-se que existe uma terceira condição que é o movimento orbital. Um corpo em relação a um outro pode nem estar se aproximando e nem se afastando, neste caso diz-se que ele está em órbita, neste caso os dois giram em torno de um ponto comum. Assim temos a considerar que no movimento orbital os dois corpos equilibram-se exa-tamente pelo movimento quando a força centrifuga é neutralizada pela força centrípeta. Podemos agora compreender porque muitos pensadores afirmam que a lua, por exemplo, não gira em torno da terra ou vice-versa. Na realidade nem a lua gira em torno da terra e nem a terra em torno da lua. Ora, isto que algumas doutrinas afirmam é também o que afirma a própria Astrofísica. Os corpos celestes não giram um em torno do outro, mas sim em relação a um ponto intermediário. Segundo testifica a mecânica celeste, o giro entre os astros se faz em torno de um ponto que chamam de centro de gravidade comum. Sabe-se que entre a terra e a lua o centro do movimento nem está na terra e nem na lua e sim em um ponto cuja distância depende da gravidade dos dois corpos. Tecemos comentários sobre as bases do movimento na natureza visto do lado físico agora queremos mostrar nesta palestra o lado místico. De conformidade com o princípio da correspondência – assim como é em cima é em baixo – o é verdade sob o aspecto físico tam-bém é verdadeiro no mental, e no espiritual. O que vamos mostrar a partir de agora diz respeito ao movimento em relação à creação do Universo. Queremos salientar que antes da creação movimento era apenas uma condição potencial inerente ao PODER SUPERIOR. Primeiramente teve que haver uma polarização para poder a criação se manifestar. A polarização se fez com a descontinuidade, quando aquilo que era continuum tornou-se descontinuum e foi exatamente o afastamento ( = movimento ) quem determinou isto. Se não houvesse ocorrido movimento não haveria de forma alguma ocorrido também à descontinuidade assim como todos os princípios herméticos e vice-versa. Logo depois do primeiro instante da criação o movimento polarizado apresentou-se com duas possibilidades, afastamento e aproximação ( com predomínio do afastamento = força centrípeta sobre a de aproximação = força centrífuga ). Salientemos que naquilo que a ciência chama de “A Grande Explosão” nem tudo foi afastamento, na realidade houve predomínio do afastamento, da separação, da desunificação, da fragmentação, da descontinuidade, mas, ao mesmo tempo, já nas ínfimas frações de tempo já ocorria o movimento inverso imposto exatamente pelo principio da polaridade. Se surgia o movimento de repulsão também simultaneamente o de atração; se havia a força centrifuga também havia a força centrifuga. A força centrífuga separando, expandindo e a centrífuga unindo, aproximando, unificando. Em muitas situações esses dois movimentos se equilibravam gerando os movimentos orbitais e isto possibilitou que em seu devido tempo tornasse possível a constituição das partículas e átomos do universo. O comportamento de todas as estruturas do universo quanto ao movimento é sempre idêntico, expansão e unificação. Até mesmo o movimento orbital, em decorrência das altera-ções físicas que ocorrem, por exemplo, dentro de uma partícula atômica, acaba por romper o equilíbrio e o equilíbrio dinâmico que permitia tal movimento é rompido e há então predomínio de um dos dois aspectos básicos, atração ou repulsão. Já no inicio houve o predomínio do afastamento do centro de criação, mas também, desde o começo a força de união ( centrípeta) se fez presente hora trazendo de volta à origem, hora conseguindo equilibrar promovendo a estabilização assinalada pelo movimento orbitário. Uma coisa fica bem claro, com o decorrer do tempo as estruturas vão se agrupando com mais intensidade, começam a se agrupar e isto representa a tendência à volta ao princípio. Devemos perceber que no Universo, paralelamente à expansão, à diversificação, a frag-mentação, há uma força de união operante que tende a reagrupar tudo aquilo que esteja separado. Mais cedo ou mais tarde tudo tende a voltar à origem comum. A ciência ainda não afirma ser o universo aberto (universo com predominância centrífuga, cujas unidades tendem a se afastar eternamente) ou ser fechado ( universo com predominância centrípeta, cujas unidades tendem a voltar ao ponto de origem ). Salientemos o que diz o Principio Hermético da Correspondência, “Assim como é em cima é em baixo”, portanto aquilo que é verdade para o universo como um todo é também verdade para as partes desse mesmo Universo. As macro-estruturas do universo regem-se pelas mesmas forças e leis que agem sobre as micro-estruturas. É o mesmo mistério, a unificação também se baseia no mesmo principio que faz com que após uma expansão sobrevenha uma unificação. Assim podemos afirmar, a mesma força que faz com que as estruturas se repilam ou se atraiam é a mesma que faz com que até mesmo os espíritos hajam se afastado e tendam a voltar à origem. Desde o primeiro momento o processo de separação, equilíbrio, e unificação começou a se processar, como já dissemos antes. Também o mesmo aconteceu com os espíritos criados. O que vale ser posto em evidência é que tudo surgiu do ponto inicial da creação, portanto tudo que existe dentro da criação pelo menos potencialmente já estava nele contido. Naquela ponto inicial, quer sigamos o pensamento cientifico quer o místico temos que admitir que nele de alguma forma já estivesse contido tudo quanto há, não apenas o que diz respeito às manifestações da energia, mas também os sentimentos, as emoções e todas as qualidades inerentes ao intelecto e à mente. Obviamente aquele ponto inicial não era apenas energia, era também mente – sentimento – querer – poder – pensamento – consciência e tudo o mais. Se assim não fosse, então de onde vieram essas coisas? - Tanto a ciência quanto a metafísica teológica afirmam que tudo se iniciou de um ponto adimensional. O ponto de início foi único, logo não houveram outros pontos a partir dos quais as qualidades imateriais da mente humana pudesse derivar. Tudo, absolutamente tudo veio daquele ponto. Nada gera alguma coisa, tudo é efeito, portanto tudo tem que ter uma causa. Pergunta-mos qual a origem das emoções, dos sentimentos, do raciocínio e de todas as qualidades não materiais inerentes a nós. - Uma reação da própria estrutura material? - É possível, mas devemos ter em conta que essa estrutura estava naquele ponto, portanto tudo que a ela é atribuída já devia estar lá também como potencial, como possibilidade. O movimento já estava inerente ao ponto de origem, ele não podia surgir de lugar algum, era algo inerente por isso podemos dizer que a descontinuidade, a expansão, a fragmentação e todos os princípios já estavam contidos. Tanto a expansão quanto a unificação, por isto é certo que num momento qualquer do futuro ( futuro para nós ) tudo voltará à origem, incluindo, especialmente os espíritos. Princípio misterioso que envolve a Creação é facultado ao buscador sincero conhecê-lo e é conhecendo-se bem cada Principio Hermético pode-se penetrar no grande segredo da Creação, no entendimento da aparente complexidade do Universo e no mais elevado segredo de QUAL É O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA... ********************
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