| SENTIMENTO E MEMÓRIA |
|
|
|
| Ter, 27 de Outubro de 2009 08:00 | |||
|
SENTIMENTO E MEMÓRIA “QUEM CONHECE A SUA IGNOÂNCIA REVELA A
2 0 0 9 – 3 3 6 3
Podemos dizer que o existir é praticamente uma manifestação da Memória. Praticamente tudo o que fazemos deve-se a ela. Veja que desde o momento do acordar até o do dormir entra em ação a memória, e mesmo durante o sono ela está sempre ativa. Suponha uma pessoa que a perdesse. Ela não saberia sequer se levantar da cama, pois nem mesmo saberia o que fazer como ativar os membros porque essa atividade depende da memória funcional do organismo. Sem memória a pessoa nem ao menos teria como se reconhecer e nem saber o que fazer. Ante uma perda mais profunda nem mesmo as funções orgânicas básicas se fariam presentes, então a pessoa não sentiria fome, nem sede, nem necessidade das funções metabólicas básicas. Sem memória não haveria pensamento algum, pois pensar é evocar algo do “banco de memória”. Não haveria acessamento aos registros da vida e nem do organismo biológico. Por exemplo, se casualmente se visse em um espelho não reconheceria sua própria imagem. Um desmemoriado pleno, por certo, não sobreviveria porque nenhuma função se faria presente, assim o organismo pararia. Diante do que foi dito no parágrafo anterior, há um ponto discutível. Sem memória haveria sentimento, tais como infelicidade, angústia, medo, e outros? Sabemos que o medo pode ser decorrência de um registro de memória, como pode acontecer com uma pessoa que haja tido uma vivência desagradável, que haja sido atacada por um animal, e consequentemente o incidente sido registrado na memória, de onde o pensamento acessa a informação. Mas nem sempre é assim, há um modo de afloramento que parece não ter origem no registro comum da memória. Como, por exemplo, acontece na sensação de medo indefinível, aparentemente sem causa. Trata-se de uma sensação de medo cuja origem não é definida, a pessoa não identifica a causa. O mesmo se pode dizer de tristeza e de alegria, de emoções em geral. A pessoa sem nenhum motivo pode sentir alegria, tristeza, ansiedade, e outras sem que seja identificado o objeto, sem que seja notado o porquê. Pode-se pensar que isso seja decorrência de algum registro de memória, mas não se tem a certeza disso. Em caso afirmativo parece que parte dos sentimentos independe da memória tradicional. A vida em termos biológicos, em termos de organismo é inviável sem a memória, mas vale indagar: um corpo espiritual tem memória, tem registros? Com certeza sim. Isso nos leva à admissão de que não se trata de registro cerebral, que há outro que transcende à matéria biológica. O espírito não morre, o corpo orgânico sim. Vemos então que a vida não decorre somente da memória, que há algo mais, pois se assim não fosse não haveria continuidade espiritual Vimos que a vida orgânica depende basicamente da memória tradicional, mas não somente dela, também depende de outra, da espiritual. Há no mínimo mais de um tipo de memória, sendo a cerebral a mais conhecida e mobilizada no organismo. Uma pessoa que haja sofrido um dano cerebral e perde a memória não morre por isso, pois que há um nível mais profundo, aquele que rege as funções relativas representado na “Árvore da Vida” por Hood, concomitantemente há também uma ligada à Netzah ( funções involuntárias). Ambas são dependentes de Malkut (corpo físico) . O espírito não tem corpo físico, mas tem memória. Isso mostra que há um nível mais elevado de registro de memória. Em uma palestra passada comentamos sobre transplante de memória, de replicação de um ser. Agora podemos dizer que tal replicação é possível somente até o nível biológico, mas não ao que o transcende. A ciência jamais repicará um ser integralmente. Ela pode replicar um tanto de qualidades, exatamente daquelas que integram o corpo físico, mas não as do espírito. Sem memória não pode existir emoções, tanto menos memória, menor índice de emoções, mas essa afirmação só é válida em nível biológico. Uma pessoa em coma, por exemplo, não tem sentimentos quando em nível corporal, pois não há sentimento sem memória, mas não em nível extra corporal sim, porque há uma memória além da cerebral. Os sentimentos não dependem apenas do nível cerebral. Há também sentimentos ligados ao nível transcendental. Uma pessoa sem memória não tem sentimentos, ou seja, os oriundos de registro biológico, mas sim os que o transcende.
Assim como é em baixo é em cima, portanto há memórias de distintos níveis, e consequentemente também emoções. Agora devemos levar em consideração que um ser é um holograma, portanto aquilo que se manifesta como emoção, na verdade situa-se na origem dele. Emoção que transcende o nível físico procede da sua essência, pois na verdade o nível físico e todos os demais níveis são meros hologramas, portanto são reflexos, e reflexo não tem registros, e consequentemente sentimentos.
A eliminação do corpo físico não extingue o existir, pois a essência não faz parte direta do holograma, mas sim de sua fonte original. A memória essencial, assim como os sentimentos, não faz parte do holograma, se manifestam nele, mas a fonte evidentemente não.
|
![]() | Hoje | 86 |
![]() | Ontem | 88 |
![]() | Esta Semana | 264 |
![]() | Este Mês | 568 |
![]() | Todos | 105368 |