| SÍMBOLOS DO BAPHOMET |
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| Sex, 26 de Junho de 2009 20:23 | |||
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O BAPHOMET " NO SEU DEVIDO LUGAR TUDO ESTÁ
1975 - 3328
Desenvolvemos este tema em razão do símbolo do Baphomet ser vilipendiado por algumas organizações e também porque é vital se precisar que o simbolo do bode tem dois formatos, um positivo, o cabalístico, e o negativo conhecido pelo nome de “bode” de Mendes, ou Leonardo. Todas as religiões possuem uma grande parcela de mitos, muitas a enaltecem e glorificam. Durante o período de perseguição houve a dissolução pública da Ordem dos Templários, quando ainda reinavam as sombras da inquisição sobre a Europa. Naquele período a inquisição havia perdido completamente os limites do bom senso e cada vez procurava extrair maiores detalhes das confissões dos acusados. Alguns dos condenados, evidentemente, conheciam as ciências ocultas, mas isto não si-gnificava que eles fossem criaturas malévolas. Outro ponto a salientar é que a maioria dos acusados nada tinha para contar, pois era constituída de criaturas que nada tinham a ver com demo¬nismo ou coisas assim. Eram acusadas ante os tribunais da inquisição, muitas vezes, por um inimigo que apenas desejava se vingar por algum motivo particular ou, quando não, para que recebesse parte dos bens do condenado, pois era norma a distribuição dos bens condenado entre as autoridades inquisitórias e o acu-sador. Na maioria das vezes os acusados eram inocentes, e em grande número de vezes eram simplesmente doentes mentais, especialmente os epilépticos. A confissão ante um tribunal de inquisição era sempre obrigatória e completa quer fosse verdadeira quer falsa a acusação. Mesmo que um acusado nada tivesse para ser contado mesmo assim, devido às cruéis torturas, não havia outro meio senão inventar uma série imensa de fantasias. Aquelas fantasias foram se avolumando a tal ponto que pessoas menos equilibradas começaram a praticar exactamente aquilo que era dito nos tribunais. Foi assim que nasceram algumas seitas demoníacas que continuam funcionando até hoje. Havia uma Ordem muito respeitável, constituída dentro do seio da Igreja Católica, a Ordem dows Cavaleiros do Templo. Embora sendo de uma Ordem Católica os Cavaleiros do Templo não ficaram isentos da insânia da Inquisição, não se livraram das masmorras dessa malfadada organização. Até mesmo o Supremo Grão Mestre da ordem, Jacques de Molay, foi levado à fogueira por ordem do papa Clemente VI. Os Templários souberam honrar o juramento de silêncio até onde foi possível; mas as torturas imensas levaram alguns deles a "confessarem" coisas que não existia naquela Ordem. Graças a algumas daquelas pseudo-confissões a inquisição tomou ciência de símbolos que existiam na ordem e também de muitos outros que nunca existiram. Assim a inquisição ficou sabendo da existência de um símbolo representativo de um bode, figura estranha para eles. Aquela figura era o era um dos símbolos dos Templários, e que tinha o nome de Baphomet, cujo aspecto lembra um bode ornado com um grande número de símbolos e expressões. Graças àquela figura simbólica, a inquisição massacrou com incrível crueldade os militantes da Ordem do Templo sob a acusação de serem os seus membros adoradores de uma figura representativa do demônio. Dois pontos merecem consideração no momento: Tudo aquilo que não pertencia ao catolicismo era por ele tido como demoníaco, logo Pan não sendo uma figura da Igreja católica tinha que ser considerado um demônio. Os tormentos das torturas determinaram os detalhes sobre aquela figura caprina representativa de Pan. 3a - Os três livros básicos do Judaísmo erram: O TORA ( Talmude ), a BÍBLIA ( Antigo Testamento, o Livro da Lei ) e o ZOHAR ( livro dos Esplendores, livro básico da Cabala ). É exatamente no Zohar que está contido o simbolismo do bode. Aquele simbolismo é oriundo de um costume da Judéia onde anualmente dois bodes eram consagrados. Um deles era criado puro e imaculado, enquanto o outro era criado e mantido impura-mente. O bode puro era imolado no templo, enquanto o impuro, o símbolo do pecado, era posto em liberdade. Parece um paradoxo, mas o simbolismo deste ato era muito significativo, pois é realmente isto o que acontece no dia a dia. As pessoas santas, honestas, corretas, são sempre as sacrificadas na vida, enquanto as maledicentes, desonestas, impuras sempre se saem bem, os malvados têm o mundo com todos os seus prazeres, enquanto os justos e virtuosos são vítimas constantes das injunções deste mundo demoníaco. Deste simbolismo judaico chegou até os nossos dias a expressão: Bode Expiatório. Os primitivos cristãos gnósticos, por esta mesma razão, pelo sacrifício do justo, associaram Cristo a um bode, e por isto eles foram muito perseguidos. Mas o cristianismo católico, embora condenando os outros credos também fizessem associações desse tipo. Até mesmo o pensamento de alguns dos seus luminares não deixou por menos e também associou Jesus Cristo à uma forma animal. Não a um bode, mas a um seu parente dele, o cordeiro. Até mesmo nas orações católicas vamos encontrar essa associação, como vemos: "Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós..." Por um lado, também o "Espírito Santo" é representado pelos católicos por uma pomba e o Cristianismo primitivo tinha como símbolo não a cruz como atualmente, mas o peixe tal como se vê ainda hoje desenhado em alguns paramentos litúrgicos católicos. Essas ideias pagãs de representar uma deidade por formas animais são comuns ao catolicismo, embora ele as condene sempre em se tratando de um símbolo de outra religião. Esta figura representa basicamente o bode puro sacrificado nos rituais da Judéia. Analisemos, a figura: Representado na figura original há um Pentagrama representado em sua forma positiva, isto é, com dois dos raios da estrela voltados para baixo. Isto justifica que o símbolo não é nefasto como pode compreender qualquer iniciado que conheça o simbolismo da es¬trela de cinco pontas, ou como é mais conhecida nos meios místicos, o Símbolo de Salomão. Sobre a cabeça pode-se ver um facho representando que a alma deve ser elevada acima da ma-téria mesmo que à ela esteja ligada. Não se pode separar as duas coisas, o homem é dual, corpo e alma, sendo esta superior ao corpo, mesmo que esteja a ele ligada. O bode “figura diabólica” não tem o facho sobre a cabeça, sendo assim a figura se torna negativa. Esse é o ponto mais importante do símbolo, pois sem o facho a figura assume a condiçao invesa, conforme mostram as figuras 2-3 e 4. O facho representa o elemento fogo, primeiro elemento da creação dos elementos dos antigos. Ele também reprsenta a fonte de luz, indicando, portanto, a iluminação e o importante, ele está no ponto mais alto, simbolizando a Luz, a Consciência. É, pois, no ponto mais alto da figura que a Luz está. É um facho que ascende além do próprio cérebro; que a pessoa deve situar a Luz em um nível superior às próprias faculdades mentais; em um nível mais elevado para o qual a pessoa deve sempre ascender, subir, como uma chama o faz. As mãos da figura estão fazendo um sinal de ocultismo, também reconhecido pela Maçonaria, e pela Cabala, tendo a ver com a Árvore da Vida. Podemos atestar que se trata de um sinal bom os braços estão direcionados em sentidos opostos, as mãos apontando para duas luas, uma negra e outra branca. Isso mostra o equilíbrio dos opostos, em cujo centro ser em equilíbrio, alinhado, no centro. A Lua Clara indica que a Luz Pura, a Mãe Natureza que deve reinar no alto e que a nossa direita deve estar voltada para ela. Indica o chamado Caminho da Mão Direita. Por sua vez a mão esquerda aponta para a lua escura, Lilit, aquela que representa a natureza negativa, a mãe dos demônios. Pela sua natureza negativa ela deve estar em baixo, na esquerda, do lado debaixo onde simbolicamente se situam os reinos inferiores. Também representa o Caminho da Mão Esquerda. Com aquele sinal das mãos a figura aponta para cima com a mão direita, aponta para a Lua Grande de Hesed (Hesed na Árvore da Vida está situado no pilar direito e representa o lado da emoção divina), em oposição mão esquerda para baixo aponta a Lua Negra de Gevurah (Situada no Pilar Esquerdo da Árvore da Vida localizando a emoção bestial). Em conjunto os dois braços e mãos indicam o perfeito equilibrio que deve existir entre a misericórdia com a justiça. A Lua Branca também indica iluminação da consciência, enquanto a lua negra, Lilit, indica trevas que devemos deixar em baixo na medida em que formos subindo em direção á Luz Pura. Aquela lua em baixo é a representação das trevas, portanto deve estar não apenas à esquerda como também abaixo do ser. A Lua Branca está além da cabeça, a iluminação deve estar em cima, enquanto as trevas devem permanecer abaixo do nível dos pés. A mão apontada para baixo mostra que as trevas devem ser postas em baixo, em contraposição com a luz que deve estar acima. O ventre cheio de escamas na realidade indica as ondas do mar, simbolismo do elemento líquido, da pureza da Água, gênese de tudo quanto há. O arco que limita as escamas representa a abóbada celeste. As asas – as penas – representam o volátil, portanto, o Ar, elemento sagrado em todo o universo, elemento indispensável à vida. Finalmente os pés sobre a terra, simbolizando o quarto elemento, terra.
Os quatro elementos dos antigos (fogo, água, ar e terra).
Os dois chifres juntamente com a barba formam um triângulo que pode ser entrecruzado com outro formado pelas orelhas e o facho, formando o Hexagrama, símbolo cabalístico bom; é a estrela de David, símbolo positivo que mostra a duplicidade das coisas da natureza, Um triângulo re¬presentando a queda, o lado material, o com o vértice para baixo, e o outro com o vértice para cima, na figura situada mais alto, mostrando a ascensão, o lado espiritual, e sobre¬posto ao anterior mostrando que o espiritual deve ser o primeiro plano para o ser na terra.
A face apresenta uma fisionomia terrível indicando o horror ao erro e ao pecado. O caduceu, emblema atual da Medicina, é um símbolo extremamente antigo. Pela localização que ocupa na figura indica a importância dos órgãos reprodutoras, que a espécie se perpetua através da reprodução, portanto que a vida é eterna e que a reprodução é sagrada por se constituir o meio através do qual o espírito se desenvolve a fim de voltar à LUZ de onde saiu. Quanto ao significado simbólico do Caduceu, para uns indica os três canais energéticos citados na ga e que sobem ao nível da espinha: O Soshuma, o Ida e o Pingala. São canais muito citados nos tratados de Yoga e em outras doutrinas orientais, e que são fundamentais no desenvolvimento psíquico. A energia sutil deve fluir livremente nesses canais. Via de regra, eles estão fechados na maioria das pes-soas, mas que se abrem ( Soshuma) no despertar do Kundalini, ou seja, no grande despertar para a iluminação. Também há indicações de que o Caduceu teve sua origem em era remotíssima, quando a terra foi palco de outras civilizações tão ou mais avançadas que a nossa, e que são citadas nos livros sagrados da Índia. O caduceu representaria, neste caso, a conhecida Escada da Vida, ou melhor, a Espiral Genética da Vida. ![]() Dezenas de outros símbolos estão representados na figura e que poderiam haver sido decifra-dos, mas os inquisidores ignorando a linguagem dos símbolos, o que fizeram foi associar a figura do Baphomet como ao demônio, tal como já haviam feito com a figura representativa do deus dos pastores Pan. Assim uma figura pura foi interpretada erroneamente, ou melhor, nem sequer foi tentado a sua significação e o coitado do animal bode foi então catalogado como um ser diabólico. Entre todas as formas de demônios descritas, em todos os tempos pelos estudiosos do assunto, até a Idade Média até o período da inquisição, nenhuma delas tinha a forma de bode. Somente com a inquisição foi atribuído a satanás a forma de bode à qual foi denominada Leonardo. Ele seria um enorme bode preto, com três chifres, orelhas de raposa. É uma imagem simbólica inventada pela inquisição, o bode que passou a ser símbolo do sabat do demonismo. Mas, mesmo aquela figura com três chifres e orelhas de raposa não corresponde àquela figura heráldica dos Templários, o bode com que acusam os Templários, os Maçons, e os Magos, de terem como símbolo. O bode simbolizado nessas doutrinas não tem três chifres, portanto, mesmo deixando de lado o fato de “Leonard”, o demônio, haver sido criado pela própria inquisição, o bode que descrevemos com pertencente á simbologia dos Templários é totalmente diferente dele. Um símbolo pode ser convertido, ou adaptado, assim o bode tem uma figura deturpada que foge ao que descrevemos antes. Leonardo e o nome do bode atribuído pelos inquisidores. Essa imagem nasceu com o demonismo, e o demonismo nasceu daquilo que a inquisição adquiria através das confissões de loucos. O povo copiou o ritual e as formas descritas nos tribunais, e assim nasceu o satanismo, e também a imagem de uma figura de bode batizado com o nome de “Leonardo”. O satanismo adora um bode, mas se alguém o visse representado ele nunca teria o pentagrama na posição correta e nem todos os sinais positivos constante do Baphomet dos Templários, como se pode ver pelas fig. 2 e 4. Essas são imagem representativa do mal, o pentagrama por certo está in¬vertido, com um dos raios para baixo e dois para cima; seria o bode impuro, aquele que vive em liberdade. Na fig. 3 ainda há um agravante, é um símbolo duplamente negativo, pois além da inversão dos raios ainda há o nome “Samael” – um dos nomes aribuidos as satanás – portanto um nome negativo por cima de Lilit. Quem conhece a estória de Lilit entendem o que dissemos. Eis, pois, de onde provém o mito do bode. O sentido demoníaco lhe foi dado pela inquisi¬ção como resultado de uma incompetente, ou má intencionada análise das figuras simbólicas dos animais, e ao mesmo tempo como ela foi deformada. As razões dessas transformações soa óbvias, pois o catolicismo medieval tinha como certo que tudo aquilo que não fosse católico era conseqüentemente demoníaco, logo uma figura provinda de outra fonte necessariamente tal fonte também deveria sê-lo. A despeito disto, todo o simbolismo e ritual católi¬co, todos os objetos de culto e litúrgicos, tiveram como origem outras doutrinas tidas como pagãs. En¬tre as formas animais existentes no catolicismo estão as duas, a pomba e o cordeiro. O Espírito Santo está citado com forma de pomba em Marcos 1:10, bem como o cordeiro é citado como oferenda nos sacrifícios. Na verdade a Igreja Católica importou todo o seu ritual e simbolismo de outras doutrinas, pois nos Evangelhos não tem indicações da quase totalidade dos símbolos e ritos daquela igreja, Nos Evangelhos não há descrição alguma dos atuais objetos en¬contrados no ritual católico, como por exemplo, as velas, os paramentos dos celebrantes, o sal, o óleo, o incenso (foi dado como presente no nascimento de Jesus, mas Ele nunca falou do seu uso, pelo que se percebe nos Evangelhos), os cânticos sacros, etc. Tudo isso foi incorporado depois do II Século do Cristianismo. Fazendo-se justiça, os Templários foram verdadeiramente bodes expiatórios, pois os seus algozes usaram um dos seus símbolos que nada tinha de nefasto como peça acusatória, em essência para justificar a verdadeira causa da eliminação daquela Ordem. O verdadeiro motivo não foi outro senão a cobiça de Felipe, o belo, rei da França que havia arruinado com o tesouro do estado e passou a ver como uma forma de salvação econômica os bens da Ordem do Templo por ser esta a mais rica instituição da época. Assim, o verdadeiro motivo foi o saque e a pilhagem, mas ao povo foi dito que a Ordem fora eliminada porque adorava um bode, representação do demônio. Logo os membros da Ordem, Justos membros de uma or¬dem Perfeita, foram injustamente condenados, exatamente como o bode puro da Judéia. Portanto eles foram os bodes expiatórios dos desmandos de Felipe, o Belo, e da fraqueza do papa Clemente VI. Todos os estudiosos sabem que a Maçonaria tem ligações passadas com a Ordem Templário, e exatamente por isto os inimigos dela atribuem a mesma acusação aos Maçons: Adoração a um bode, e dai toda essa estória de bode. A maioria dos escritores Maçônicos preferem passar por cima dessa ligação histórica e mesmo ignora-lo. Igualmente acontece com alguns que escreveram sobre os Templários, preferindo dizer que a figura simbólica não existiu entre os Cavaleiros do Templo, que ela foi apenas uma invencionice da Igreja, porém realmente aquela figura existiu como um dos símbolos templários. Desde que se conheça o significado simbólico e histórico da figura do bode templárico não há a mínima razão para um maçon se sinta ofendido por ser chamado de bode, contudo, isto até tem sido encardo entre os maçons com muita esportividade. Com a compreensão do assunto, com uma receptividade esportiva esse apelido de "bode" que é dado aos membros da Maçonaria pode ser convertida em alegria, pois sendo esta em sua essência uma instituição que trabalha pela instituição de valores positivos, pela moralidade, pela união, pela impecável conduta do homem dentro da sociedade, pela pureza e que, muitas vezes, acaba sendo caluniada e perseguida, quando, na realidade, os que a compõem deveriam ser mesmo como aquele bode puro da tradição judaica. Tal como está representado naquela tradição da Judéia, a Maçonaria vem lutando sempre por todos os ideais e valores nobres, sempre comendo na mesa do justos, pelejando pelas liberdades e direitos do homem, mas até mesmo assim ela é injusta¬mente sacrificada, acusada de desmandos, ferida profundamente quando tem seus direitos tolhidos em muitos países, perseguida por muitos governos e condenada por religiões, isto na verdade é uma representação do sacrifico do bode puro. Os desmando que se vê nela decorre de infiltrações espúrias que existem. Ela foi sempre sacrificada pela pureza dos seus ensinamentos e mesmo assim foi sacrificada, enquanto isso muitas ou-tras instituições que en¬carnam valores diabólicos, valores impuros, são soltas livremente no mundo di-fundindo ideias nefastos em quaisquer perseguições. É, portanto, válido o simbolismo dos dois bodes, por isso qualquer ser humano pode ter alegria em ser simbolizado por um deles, exatamente o Bode Expiatório, ou por qualquer ou¬tro símbolo representativos do PODER SUPERIOR.
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