José Laércio do Egito

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A COMPREENSSÃO E O EGOÍSMO Imprimir E-mail
Escrito por José Laércio do Egito   
Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 15:10

A COMPREENSÃO E O EGOÍSMO

 

 “AS ÚNICAS  PESSOAS QUE  NUNCA

FRACASSAM  SÃO  AS  QUE  NUNCA

TENTAM”

ILDA CHASE.

 

 

1 9 8 5

T E M A 0.5 3 3

 

 

                Uma característica marcante da personalidade humana é sem dúvidas o EGOÍSMO. As pessoas comumente só pensam em si mesmas, só agem para si, e legislam mais em causa própria. Tudo é dirigido para a individualidade e isto por certo tem sérias implicações. A primeira delas é o surgimento das incompreensões e como conseqüência surgem as lutas, as infrações aos direitos alheios, as desconfianças, as desavenças e inimizades, as carências de amor e tantas outras condições negativas do caráter humano.

            No egoísmo foi criado esta civilização que estamos vendo chegar a um ponto quase de inviabilidade. Sente-se que o modelo falhou totalmente em conseqüência do profundo personalismo, tanto assim que uma etapa mais aprimorada do desenvolvimento humano requer como condição “sine qua non” que as pessoas pensem também no bem estar dos seus semelhantes.

            Pergunta-se: Como o mundo pode ser melhor? - Temos a convicção de que, se o homem tivesse um pouco mais da capacidade de sentir melhor aquilo que o seu semelhante sente por certo ele seria menos personalista e consequentemente no mundo haveria mais compreensão consequentemente..

            A linguagem do sentir é bem mais intensa do que a do ouvir. Por isso é que inúmeras religiões têm fracassado na missão de transformar o ser humano desde que elas apenas dizem mas as pessoas não sentem; quando muito elas aceitam mas sem uma convicção segura. Uma religião verdadeiramente transformadora tem que ir bem além das palavras, tem que fazer com que as pessoas sintam em si mesmas, vivenciem aquilo que é dito e ensinado.

            Quando se analisa o comportamento da humanidade é muito fácil se concluir que o egoísmo excessivo é a  causa principal das incompreensões, mas o difícil, porém, é o como fazer para não se ser egoísta. Para que uma nova etapa de progresso da humanidade possa ser iniciada é evidente que algo tem que ser feito desde que uma coisa é certa; ou o homem perde o seu egoísmo excessivo ou qualquer modelo de civilização que venha substituir o atual terminará mais uma vez como em vezes anteriores.

            A humanidade sempre viveu calcada no egoísmo, na individualidade, pelo que jamais foi praticado o “AMAI AO VOSSO PRÓXIMO COMO A TI MESMO” que o Cristianismo indicou como sendo  o verdadeiro caminho da felicidade, mas que o homem nunca foi capaz de praticá-lo em nível de civilização. Assim sendo, afim de que uma civilização espiritualmente mais elevada possa ser estabelecida na terra ela tem que de alguma forma ser constituída por pessoas capazes de superarem aquele caráter personalístico que domina a humanidade atual. Tem que surgir algo novo capaz de modificar as pessoas, ou de fazê-las despertar qualidades potenciais que jazem adormecidas dentro de cada um. As pessoas terão de contar com uma personalidade mais coletivista, por certo. Temos razões suficientes para afirmar que não bastam palavras para promover esse tipo de mudança de caráter pois assim foi tentado durante milênios sem resultados práticos de vulto. É necessário que ocorra algo mais efetivo para tonar as pessoas menos personalistas para que elas possam sentir melhor o problema dos outros.

            Se palavras bastassem, a mensagem de Jesus teria sido o suficiente, mas o que vimos foram as Suas palavras serem apenas repetidas durante dois mil anos sem que houvesse ressonância maciça nas pessoas. Somente houve ressonância plena numa parte pequena da humanidade, exatamente naquelas pessoas que evoluíram e que não mais estão encarnadas na terra atualmente. Só nestas a mensagem de alguma forma ativou o sentimento de amor universal despertando a evolução espiritual, isto porque houve a seguinte seqüência: o ouvir transformou-se no escutar e o escutar no sentir.

            O sistema de desenvolvimento espiritual que predominará no futuro será capaz de condicionar modificações psíquicas suficientemente intensas para que o ser humano possa controlar o seu egoísmo destruidor que sempre o dominou.

            Agora queremos mostrar que o egoísmo por si não é essencialmente mau. Deus não dota alguém de uma qualidade essencialmente má porque tudo o que existe dentro da Criação está em consonância com o principio da polaridade, portanto tendo estágios opostos. As coisas más somente existem em função das aplicações deturpadas que as pessoas lhes dão, por isto podemos  dizer que o egoísmo também pode ser um instrumento construtivo. Sem o egoísmo, sem um estimulo à individualidade, o progresso não existe, ou, no máximo, ele se tona muito mais lento.

            O  “QUERER”, como sabemos, é a alavanca mestre do progresso e em parte ele é estimulado  pelo egoísmo. As necessidades do ego é que fazem  com que a pessoa queira fazer algo. Sem o ego a nível material a pessoa se anula.

            Por tudo isto o egoísmo não é  no seu todo algo indesejável. Indesejável, sim, é o sentido exagerado como está passando a ser usado, a maneira aberrante como tem existido e que na atualidade vai atingindo um nível de absolutismo impetrante sobre todas as demais qualidades do ser. Na realidade o egoísmo não é de  todo prejudicial quando paralelamente há a compreensão e o altruísmo. Compreendo, a pessoa pode atenuar o egoísmo excessivo, deixa-lo num nível compatível com o plano material. Compreendendo ela se dá, perdoa e auxilia por sentir a problemática dos outros como se fosse a sua própria.

            Quando há compreensão há consequentemente menos egoísmo e com isso há o desabrochar do amor e da paz. Mas, para que haja compreensão é mister que exista  concomitantemente o SENTIR. Se a pessoa  puder penetrar por um pouco que seja na intimidade mental do outro por certo ela passa a sentir também um tanto daquilo que o outro estiver sentindo. Vivenciando uma parte daquilo que a outra pessoa vivencia indubitavelmente surge a compreensão. Compreendendo, toda a face negativa do egoísmo ele atenua-se porque no momento em que a pessoa a compreende passa a sentir aquilo que a outra está sentindo, e consequentemente, passa a ajudar, a amar, e a respeitar.

            O que dissemos antes é a antítese do quadro que divisamos no dia à dia. Mesmo que se tenha boa intenção não se tem como abolir a dúvida porque se continua sem se sentir o que está dentro de cada um. Se há incompreensão para com as intenções da pessoa logo o individualismo egótico passa a prevalecer. Se alguém vai a outrem em busca de alguma coisa, no que por certo até poderia ser precisamente atendido logo surge a dúvida e o atendimento deixa de ser feito, a não ser que haja alguma forma de interesse. Ante um pedido, ou até  mesmo uma oferta, a primeira coisa que surge é a dúvida quanto às possíveis intenções que estejam por detrás. O primeiro pensamento que ocorre é sempre quanto às intenções, é sempre se saber se aquela pessoa está sendo sincera, se ela não está com intenções de enganar, ou de tirar vantagens. Esse modo errado de agir leva a pessoa a pensar que o melhor é cada um cuidar só de si mesmo, consequentemente que cada um safar-se como puder. Por certo que tudo isso poderá ser bem diferente desde que as pessoas de alguma forma passem a sentir um pouco a intimidade dos outros, desde que passem a penetrar na mente das outros, mesmo que a um nível superficial, mas que já é o suficiente para sentir-lhes as intenções. No momento em que tal acontecer, então, as relações entre as pessoas modificar-se-ão  de forma cabal.

            Como pode haver sucesso numa reunião de paz entre governantes se cada um sempre está desconfiando das intenções do outro!  Como pode haver concordâncias entre as sociedades se uma não pode confiar na outra! Para que haja paz é necessário que haja compreensão e para que haja compreensão é preciso que haja a capacidade de sentir. Desde que se possa sentir que o outro sente tudo se torna  diferente e mais fácil de ser revolvido. Até hoje os acordos de paz são mais frutos do medo do que da compreensão propriamente.

            Não tenhamos dúvidas, a civilização que virá terá que ser menos personalistica pois se assim não ocorrer ela também logo chegará a um término desastroso como este que vemos atualmente em desenvolvimento. Uma raça para que se estabeleça  numa civilização estável necessariamente terá que ser menos individualista a as pessoas terão que sentir um pouco o íntimo das outras. Assim sendo quer seja por um desabrochar natural, ou até mesmo pela ação de alguma substância especial adequada à indução de estados modificados de consciência que dê margem  a níveis mentais mais elevados tem que chegar ao alcance de um grande número de pessoas. É preciso que haja uma condição essencial, um nível de percepções bem mais afinado do que o atual, um estado que permita o desenvolvimento da capacidade de compreender e de amar.

            Os sistemas filosóficos ou religiosos terá que dar à nova civilização bem mais do que foi dado nos passado, tem que fazer despertar no ser humano a capacidade básica de sentir as qualidades dos  outros. Terá que despertar o sentir das pessoas para que possa haver compreensão e consequentemente mais amor, e com o amor venha haver paz e progresso espiritual de um nível mais superior. A religião futura terá que agir sobre o indivíduo de tal forma que ele possa ter estados modificados de  consciência dos níveis superiores e com isto venha a existir “UM SÓ REBANHO E UM SÓ PASTOR:”.

 
O INFINITO PODER DA FÉ Imprimir E-mail
Escrito por JLE   
Sáb, 30 de Janeiro de 2010 11:32
O INFINITO PODER DA FÉ

 

“ Não busque aquele que ensina caminhos

– caminhos sempre podem mudar.

Procure quem ensina a caminhar”.

 

2 0 0 5 -  3 3 5 8 – J.L.E.

T E M A  1. 7 6 1

 

   

            É fundamentalmente correta a expressão, se deve ter fé em Deus. Sem fé em Deus nada é possível, mas é importante que se tenha uma idéia precisa do que na verdade é a fé. Não se trata, evidentemente, de uma mera forma de expressar um sentimento.

            Existe uma diferença básica entre ter esperança e ter fé. A esperança é uma possibilidade que pode levar à consecução de um objetivo, enquanto a fé é bem mais. Esperança pode ser uma quimera, enquanto a fé é um passo abaixo da certeza, e a certeza é aquilo que “É”. Só se chega à certeza na unicidade.

Certeza só existe na unicidade, fora dela tudo se resume à fé. Num mundo em que tudo muda, tudo se transforma, e mais ainda, onde tudo é ilusório, então nele não pode existir certeza, somente podem existir esperança e fé. O mesmo se pode dizer: agindo ao nível do ilusório não se pode ter certeza pois ela está fora do mundo da ilusão. Podemos dizer que não se pode ter certeza, dentro do mundo imanente, logo só é possível ser trabalhado até o nível da fé, a partir do que havendo energia e direcionamento mental, surge a realização.

Tudo é possível ao nível da creação, através da mente os seres criam, tanto infernos quanto céus; assim como mundos segundo seu intento. Mas, essa capacidade tem que ser mobilizada pelo intento, não é o simples dizer “eu quero criar tal e tal coisa” que ela passa a existir. A Mente deve ser mobilizada com grande intencionalidade, e sem deixar margem para qualquer sombra de dúvida. Onde houver dúvida coisa alguma é gerada. Portanto para a consecução de algo é fundamental, não ter dúvida e, ao mesmo m ter fé de que aquilo ocorrerá, porque a fé nesse caso permite o intento. Sem fé não se pode intentar.

            Dentro do contexto apresentado, podemos dizer que no desencarne o espírito pode escolher o seu mundo, mas para isso ele não pode ter dúvida. Embora não possa ter a certeza, ainda assim ao menos tem que ter fé no empreendimento.

Por que a fé é importante? - A ação da Mente é sempre direcionada, e diante da dúvida ela não tem como agir, fica diante do poder fazer e não poder fazer. Esse mundo é mental, criado como uma ilusão da Mente e uma das características básicas dela é o poder criar, mesmo que sejam fantasias. Mas, qualquer criação depende da não dúvida, o que implica na essência de um direcionamento mental seguro.

Tudo aquilo que nos cerca e que julgamos uma realidade objetiva, por certo, se trata de uma mera criação subjetiva; nada existe fora da Mente, a não ser o “E”. Tudo existe no “E”, incluindo a própria Mente, portanto o papel desta é tirar da Consciência, do existir, qualquer que seja a coisa ou evento, mas ela só tira aquilo que é uma realidade para a pessoa. Quando há dúvida a mente não “sabe” o que tirar, por isso é fundamental haver um intento firme em determinadas coisas.

Todos os estados possíveis integram o “E”, assim sendo condições de saúde, de sucesso e de tudo o mais nunca são propriamente creadas, elas já existem como possibilidade na natureza do próprio existir (“E”); cabe somente a Mente saca-las e para isso ela tem que ser direcionada para o que se pretende sacar.

Nos Evangelhos consta uma expressão atribuída a Jesus: “A fé transporta montanhas”. Isso não se trata de uma metáfora, mas sim literal. Havendo um intento forte, e o necessário índice de energia, tudo é possível ser criado no mundo, ou seja, ser trazido ao plano de manifestação.

Havendo fé qualquer mal pode ser curado, qualquer sucesso pode ser obtido, desde uma posição de vida, quanto um premio de loteria, basta trazer aquilo do nível do “E” para o de manifestação..

Tudo já existe no “E” por isso o manifestar apenas implica trazer e para isso é preciso “mandar buscar” – Extrair da Consciência – e  a Mente é o mecanismo preciso para isso, mas ela necessita “saber” o que precisamente deve ser buscado e trazido. Todo o mecanismo se resume, portanto, num ato de fé.

Para que algo ocorra são três condições essenciais: Intento – ter fé –, energia e mentalização adequada. A energia é o agente ativo, a mentalização o passivo, o intento – fé – o comando.

O limite do “É” é o infinito, tudo pode ser manifestado a parir dele, o que pode ser feito pela fé, por isso podemos considerar infinito o poder da fé.

 

 

 

 
PERCEPÇÃO DO TEMPO PDF Imprimir E-mail
Escrito por JOSÉ LAERCIO DO EGITO   
Sáb, 22 de Agosto de 2009 08:47
RESSONÂNCIA DE SHUMANN

“OS FATOS NADA SÃO, NÃO EXISTEM;
SÓ AS IDÉIAS SUBSISTEM EM NÓS."
H. BALZAC

 

2 0 0 8 - 3 3 6 1
T E M A   1.8 9 5

 

“Não somente as pessoas mais idosas, mas também as jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente”. Ontem foi carnaval, dentro de pouco será páscoa; mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório, ou tem base real? (Leonardo Boff). Tem-se tentado explicar isso levando em consideração aquilo que é conhecido pelo nome de Ressonância de Schumann.

A Terra comporta-se como um enorme circuito elétrico. Existe uma 'cavidade' definida pela superfície do planeta e o limite interior da ionosfera 55 km acima. Em qualquer momento dado, a carga presente nesta cavidade é de 500.000 C (Coulumbs). Existe uma corrente de fluxo entre o chão e a ionosfera de 1 a 3 - 10-12 A (Amperes) por metro quadrado. A resistência da atmosfera é de 200 W. As Ressonâncias de Schumann são ondas eletromagnéticas quase estáticas que existem nesta cavidade. Como ondas de uma mola, elas não estão presentes o tempo inteiro, e sim têm de ser estimuladas para serem observadas. Elas não são causadas por nada que acontece no interior da Terra, sua crosta ou seu núcleo. Parecem estar relacionadas à atividade elétrica na atmosfera, particularmente em períodos de intensa atividade luminosa. Elas ocorrem em diversas freqüências Entre 6 e 50 ciclos p/s; especificamente 7, 8, 14, 20, 26, 33, 39 e 45 Hertz, com uma variação diária de cerca de 0,5 Hertz.

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